Usuários de tablets encontram no pilates auxílio para evitar problemas à saúde!


Os brasileiros estão aderindo cada vez mais aos tablets. Com a queda nos preços, as vendas crescem no Brasil e avançam sobre notebooks e desktops (computadores de mesa).

Texto: Gabriela Lousada

Por se tratar de um aparelho portátil que se adapta a qualquer circunstância e situação, o uso frequente em posição inadequada pode trazer problemas sérios à saúde.
Tendinites, dores nos ombros, no pescoço e nas costas são algumas consequências geradas pelo uso incorreto do aparelho.
"Só o simples ato de segurar o tablet já traz cansaço aos braços, mãos e ombros. Se o usuário ficar parado muito tempo em uma mesma posição, o cansaço pode se transformar em uma pequena lesão", relata a fisioterapeuta Pryscilla Braz D'Ornellas.

"Teclar e a própria posição sentada leva o ususário a inclinar o tronco pra frente, levando a má postura", conta Pryscilla que, há dois anos, é instrutora de pilates. Segundo ela, a modalidade trabalha o corpo todo em função da melhora postural e estabilidade da coluna, auxiliando os usuários de tablets a evitarem lesões.
De acordo com a fisioterapeuta, uma das maiores queixas dos alunos do pilates é a tensão dos ombros e dor na cervical, seguido das dores na lombar, causada também por má postura de quem usa tablets.
Além da postura, o pilates auxilia também a respiração. "O foco da modalidade é trabalhar a respiração junto da contração abdominal, o que segura a postura correta na hora de sentar, principalmente."
Pryscilla garante que não há restrições e pessoas de todos os perfis podem praticar. "Desde crianças a idosos, gestantes e quem ainda está passando por um pós-operatório."
No primeiro trimestre deste ano, a venda de tablets registrou aumento de 351% sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela consultoria especializada em tecnologia IDC.
O publicitário Tomás Torres diz que precisa estar sempre conectado e depois que adquiriu o tablet, no final do ano passado, passou a ter dores nos braços e pescoço por uso excessivo do aparelho. "Sempre achei a tela do smartphone muito pequena e resolvi comprar um. Dois meses de uso excessivo me renderam dores nas articulações dos braços e pescoço."


Para lidar com o desconforto, o publicitário encontrou nas aulas de pilates o que precisava. "Comecei a ter mais noção do meu corpo e da importância que é estar sempre com a postura correta. Com as aulas, o desconforto sumiu quase que totalmente. Continuo fazendo e só sinto melhoras."
De acordo com Pryscilla, não só o pilates, mas outras atividades físicas que fortaleçam os músculos são benéficas aos usuários de tablets e outros aparelhos móveis.

"Hoje em dia todos os profissionais do bem estar sabem e passam dicas de alongamentos que levam a postura ideal. Em menos de um mês praticando qualquer atividade que alongue e fortaleça, os alunos já relatam melhoras."

Evitando lesões
Ficar em pé segurando o tablet com apenas uma mão, pode causar dores nas articulações da base do polegar, além de provocar a tendinite, que afeta a região entre o polegar e o punho. "O indicado é segurar o aparelho com as duas mãos no momento da leitura, o que divide o peso do aparelho entre os dois braços. Já os cotovelos próximos ao corpo, reduzem a sobrecarga na musculatura dos ombros", diz a fisioterapeuta.

Posicionar o tablet na horizontal, quando está sentado, seja em cima da mesa ou apoiado sobre as coxas, pode afetar os pulsos, que tendem a ficar flexionados para cima ao digitar no aparelho, além de provocar dores na cervical, já que o usuário precisa olhar para baixo. "O recomendado é manter a coluna o mais reta possível, utilizar sempre um apoio que deixe o tablet inclinado, seja com uma capa dobrável, pilha de livros, ou até mesmo almofadas, Tais ações evitam a projeção do tronco, que sobrecarrega os músculos das costas", aponta a profissional.

O pilates trabalha o corpo todo em função da melhora postural e estabilidade da coluna, auxiliando os usuários de tablets a evitarem lesões.
Quando estiver deitado, a melhor posição para ficar é de bruços."Desta forma, a pessoa é obrigada a fazer a hiperextensão do tronco, alongando a cadeia anterior (grupo muscular da parte da frente do corpo) e fortalecendo as costas, postura que não fazemos quando estamos sentados", aponta a fisioterapeuta.


Para que as articulações dos cotovelos e ombros não sofram por sustentar o peso do tronco, Pryscilla recomenda ainda não ficar muito tempo na mesma posição. "Para não ter problemas futuros, o ideal é alternar as posturas, não ficar em uma só por mais de uma hora seguida e alongar sempre que possível."

Claro que quanto melhor essa consciência corporal no sentar ou deitar com os tablets seria uma prevenção, mas na prática as pessoas esquecem. Então o melhor é sempre praticar alguma atividade física, junto com o alongamento", aponta Pryscilla.

De acordo com a fisioterapeuta, a postura deitada é a menos indicada. "O melhor jeito de usar o equipamento sem trazer danos à musculatura é sentado, com o tablet em apoio, no campo de visão sem inclinar a cabeça ou o tronco."

O ideal é procurar manter a coluna reta, e o equipamento distante do rosto, para uma leitura confortável, que não force a coluna cervical. Utilizar sempre um apoio que deixe o tablet inclinado, seja com uma capa dobrável, pilha de livros, ou até mesmo almofadas também auxiliam. "Tais ações evitam a projeção do tronco, que sobrecarrega os músculos das costas. Utilizar teclados sem fio e suportes flexíveis, que auxiliam o aparelho a ficar em pé, contribuem para o uso eficaz do aparelho, sem afetar a saúde do usuário."
Com relação aos aparelhos móveis, a fisioterapeuta grante que o notebook é melhor para postura, uma vez que é possível direcionar a tela. "O note é maior, a cabeça não faz tanto esforço porque ele fica na frente e sua tela é moldável. O ideal sempre é o aparelho ir ao alcance da visão e não a cabeça ficar inclinada para que haja o alcance visual."

Alongamentos
Alongamentos simples antes, durante e após a utilização do aparelho ajudam os usuários a aliviar a tensão.
A fisioterapeuta garante que não só quando o desconforto já é sentido o usuário deve realizar o procedimento. "O alongamento é, principalmente, uma atividade preventiva. Sem esse cuidado básico, a chance de dores aparecerem é muito grande."
Os alongamentos devem durar, em média, de 5 a 10 minutos (no máximo).

Confira algumas dicas para realizar o alongamento

- Começar o procedimento do centro para as extremidades. Alongar o pescoço para direita, esquerda, para cima e para baixo. Logo após os braços e, por último, as mãos;
- Se a pessoa ficar menos de 2 horas usanto o tablet, o ideal é alongar após o uso. Se vai usar no aparelho por mais de 2 horas, ela pode fazer antes da utilização os alongamentos. Quem pretende usar o aparelho por bem mais de 2 horas deve repetir os alongamentos a cada duas horas e realizar a troca de posições até o término do uso;
- O alongamento dura, em média, de 5 a 10 minutos (no máximo);
- Cada posição alongada deve ser mantida de 10 a 30 segundos.
Quando estiver sentado, além dos alongamentos, é importante sempre lembrar de "arrumar" a postura sentada pela lombar primeiro, como um encaixe no quadril, uma vez que isso ajuda a reorganizar a coluna toda.

"Ou seja, não basta colocar os ombros para trás e apenas esticar as costas, uma vez que a pessoa não vai manter a posição por muito tempo. A pessoa fazendo isso frequentemente, mesmo que seja dificil manter a posição no começo, depois acaba acostumando e reorganizando automaticamente a postura", diz a profissional.

"Não é preciso deixar de utilizar o tablet. O importante é ficar atento para que uma simples ação cotidiana não se torne um problema de saúde no futuro. Com alongamentos simples, podemos prevenir a aparição de dores e incômodos", conclui.


Fonte: Jornal A Tribuna

Envelhecimento Ativo - promovendo qualidade de vida durante o envelhecimento

          Esta é uma nova visão estratégica do envelhecimento que se aplica tanto ao nivel individual quanto a sociedades que envelhecem - ja que é uma visao que busca garantir qualidade de vida à medida que a população envelhece. O termo "ativo" se refere à continuidade da participação na vida social, cultural, espiritual, cívica e não apenas ser fisicamente" ativo" para participar da força de trabalho. O envelhecimento ativo pode ser abordado como uma política de Direitos Humanos voltada para os idosos, e envolve independência, participação, dignidade, acesso a cuidados. Muda a visão estratégica baseada nas necessidades de cuidados para uma baseada nos direitos de igualdade de oportunidades e de      tratamento.     
        Considera a responsabilidade dos idosos de exercerem suas participações no processo político, social, comunitário à medida que há manutenção da autonomia (capacidade de tomar decisões pessoais) e independência (realizar funções relativas à vida diária).

Abordando o envelhecimento ativo dentro da perspectiva do curso de vida

       É reconhecido que o grupo de pessoas chamadas idosas não é homogêneo, e as diferenças interindividuais tendem a aumentar com a idade. Com o envelhecimento observa-se o aumento das chamadas "doenças não notificadas compulsoriamente" que são as maiores responsáveis pela morbidade, deficiências e mortalidade no idoso em todas as regiões do mundo, incluindo os países em desenvolvimento. Algumas doenças crônicas são particularmente implicadas no aumento de morbidade e mortalidade dos idosos, a saber: doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, câncer, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, transtornos mentais, cegueira ou prejuízo da visão. Muitas destas doenças são passíveis de prevenção e a falha desta resulta em altos custos sociais e econômicos.
      Pesquisas mostram que as origens de alguns destes fatores de risco (diabetes, doenças cardiovasculares) têm início na infância. O impacto de tais fatores de risco é variavel e depende das condições sócio-econômicas nas quais o indivíduo está inserido.
    Políticas voltadas para o envelhecimento ativo devem reconhecer a importância do encorajamento e da delegação de responsabilidade ao indivíduo pelos seus cuidados, criar ambientes amigáveis e estimular a solidariedade entre diversas gerações.
     Isso significa que cada indivíduo e sua família devem se planejar e se preparar para a velhice, e dirigir esforços para adotar uma postura pessoal positiva voltada para a saúde em todas as fases da vida. Ao mesmo tempo, a criação de ambientes adequados são necessários para tornar as escolhas saudáveis em escolhas fáceis.

Determinantes do envelhecimento ativo: evidências

· Determinantes transversais: Gênero e Cultura. A cultura na qual o indivíduo está inserido molda sua forma de envelhecer considerando-se que valores culturais e tradições permeiam a visão que a sociedade tem do envelhecimento. Sociedades que tendem a atribuir mais doenças e sintomas ao idoso são menos propensas a prevenir ou detectar precocemente doença. O gênero é um viés por onde se considera a propriedade ou não de determinadas políticas e como elas vão afetar o bem estar de homens e mulheres. Tradicionalmente as mulheres têm função de cuidadoras de família, e isso aumenta a possibilidade de pobreza e morbidade na faixa mais idosa. Por outro lado os homens são mais expostos a lesões debilitantes ou morte por violência, doenças ocupacionais e suicídio. Ainda têm maior chance de desenvolverem hábitos de risco tais como fumo, consumo abusivo de álcool e drogas.
· Determinantes relacionados ao sistemas de serviços de sáude e social. Para promover um envelhecimento ativo os sistemas de saúde precisam ter em conta uma perspectiva voltada para todo o curso de vida visando a promoção de saúde, prevenção de doenças e acesso homogêneo aos serviços de saúde e de cuidados em geral.
· Determinantes comportamentais. A adoção de estilos de vida saudáveis e a participação ativa no próprio cuidado é importante em todos os estágios da vida. E nunca é tarde para iniciar este comportamento, segundo mostram as pesquisas. Assim sendo hábitos como tabagismo, sedentarismo, alimentação, saúde oral, alcoolismo devem ser mudados a qualquer momento, sabendo-se que resultarão em benefícios.
· Determinantes relacionados ao próprio indivíduo. a)Genética: A principal razão pela qual os idosos adoecem mais do que os jovens é que, devido às suas longas vidas, eles já foram expostos a fatores externos, comportamentais e ambientais, que tendem a se acumular. Enquanto o componente genético pode estar envolvido na causalidade de algumas doenças, para muitas a causa é ambiental. b) Fatores psicológicos: Inteligência e capacidade cognitiva são fortes preditores de um envelhecimento ativo e de longevidade. O envelhecimento por si só pode levar à alteração do perfil cognitivo com lentificação do processamento em geral e do aprendizado de coisas novas, que são em geral compensados pela experiência adquirida durante a vida. O declínio cognitivo frequentemente é deflagradao por "desuso", doenças (pex. depressão, demências), fatores ambientais (uso de álcool ou remédios indevidamente), fatores psicológicos (falta de expectativa e de motivação), fatores sociais (solidão e isolamento), e não pela idade por si só. Boa capacidade de adaptação às mudanças em geral predizem melhor adaptação a intercorrências frequentes nesta faixa etária tais como aposentadoria, perdas, doenças.
· Determinantes relacionados ao ambiente físico. Ambientes físicos inadequados podem fazer a diferença entre a dependência e a independência para qualquer indivíduo, especialmente para o idoso. Inclui meios de transportes, urbanização, arquitetura dos ambientes, acesso aos serviços e facilidade em utilizá-los, condições de saneamento.
· Determinantes relacionados ao meio social. a) Suporte social – Organizações não-governamentais, indústria privada, serviços profissionais voltados para saúde e serviços sociais podem ajudar a manter redes sociais para idosos. Este programas devem abordar o aspecto inter-geracional e o preparo de voluntários. b) Violência e abuso – para prevenção é preciso que haja uma abordagem multidisciplinar envolvendo a justiça, serviços sociais e de saúde, líderes espirituais, advogados e os idosos. É preciso também que os profissionais que lidam com idosos saibam identificar sinais de abuso. c) Educação – Baixa escolaridade é associada com aumento dos riscos para deficiências e morte entre idosos, assim como para o desemprego. A educação precoce combinada com oportunidades de aprendizado pela vida toda pode ajudar as pessoas a manterem a confiança e as habilidades que necessitam para se adaptarem quando envelhecerem. Pontes de aprendizado entre gerações devem ser criadas propiciando a transmissão de valores culturais e promovendo benefícios para todas as idades. Estudos mostram que jovens que aprenderam com idosos tem atitudes mais positivas e realísticas quanto à geração mais velha.
· Determinantes econômicos. a) Ganhos – são mais vulneráveis as mulheres idosas onde os rendimentos tendem a ser menores; ainda estas raramente têm uma poupança ou aposentadoria digna. Idosos que não tiveram filhos ou aqueles que não têm relações familiares têm um futuro incerto e ficam mais vulneráveis ao desabrigo e desamparo. b) Proteção social – na maior parte dos países os idosos são amparados pela família. Porém com o desenvolvimento vem aumentando a tendência do idoso a morar só. Em contrapartida nos países em desenvolvimento não é raro o idoso sustentar a família com sua pensão. Assim, a seguridade social deve ser vista como uma importante meta. c) Trabalho – este deve ser visto de uma forma mais abrangente, não devendo ser restringido à idéia da atuação no mercado formal, onde se tende a desvalorizar os demais afazeres. O idoso pode, e em geral tem como função, cuidar da casa, de crianças, de doentes para que os adultos possam trabalhar. Isto ocorre tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento.

Desafios para propiciar à população um envelhecimento ativo

     Acompanhar a mudança do perfil de adoecimento com redução das doenças agudas tendência ao predomínio das doenças não compulsoriamente notificadas. Isso significa que prevenir e cuidar acabam sendo mais relevantes do que curar.
Atuar sobre os fatores de risco para as deficiências, como as doenças crônicas, sem esquecer que educação e as condições de vida, sociais e ambientais são importantes.
Mesmo quando existem lesões ou perdas funcionais, se o ambiente é favorável o idoso pode manter sua independência.
     Dar condições para o idoso manter seus cuidados. Isso inclui desde a criação de sistemas de atendimento em geral (pex. saúde, bancário, comércio) mais amigáveis e afinados com esta faixa etária, até estruturas que possam dar suporte quando há perda de independência.
    Informações sobre o envelhecimento ativo devem ser incorporadas aos currículos e programas de formação de todas as áreas profissionais.
      Dar maior suporte às mulheres idosas considerando-se que estas têm tendência maior a terem sido expostas a fatores de risco para perda da independência e autonomia (baixa escolaridade, pouco contato com trabalho, com administração financeira, e com outras atividades em geral) e também à pobreza e ao desamparo, considerando-se que neste grupo há maior chance de ausência de fonte de renda garantida e viuvez.
    Dirimir preconceitos e rever questões éticas – o idoso é discriminado em vários ambientes, quer por outros indivíduos, quer pela própria estrutura que o impede de ter liberdade de estar e ir onde quiser. Ainda podem estar sendo vítimas de abusos, fato não raro nesta faixa etária. Advogados devem estar preparados para lidar com estas questões.
    A sociedade deve se planejar para enfrentar a velhice evitando assim que o envelhecimento populacional leve a uma explosão no sistema de saúde e de seguridade social. Sociedades que sabem se planejar podem enfrentar este problema sem traumas.

"ACTIVE AGEING - A Policy Framework" – WHO (2002) - Noncomunicable Diseases and Mental Health Promotion Department – Ageing and Life Course. Mais informações no site http://www.who.int/hpr/ageing
Fonte: Portal do Envelhecimento

Estresse pode gerar sobrecarga nos músculos



Espasmos musculares são sinais de que o organismo precisa de alívio.

         Em dias agitados, com carga de trabalho extensa e mil demandas que exigem solução em pouco tempo, o corpo tende a romper com a correria para dar os seus sinais de que ele não está dando conta da pressão. O recado é direto: uma tremedeira desconfortável na pálpebra ou a sensação de um movimento involuntário em outros membros.
         O espasmo muscular dá as caras de forma surpreendente. Considerado uma contração involuntária do músculo, ele aparece, principalmente, quando o estresse atingiu o seu limite ou quando houve uma sobrecarga muscular. Em geral, o espasmo também pode ser o resultado de noites mal dormidas e tensão acumulada. Nos casos em que o estresse é o motivador do inconveniente corporal, o tremor das pálpebras é a manifestação mais comum.

Sintomas do estresse

          Segundo especialistas, ser surpreendido regularmente por este tipo de espasmo localizado na região dos olhos merece atenção especial. Além de muito desconfortáveis, o tremor do olho pode acarretar em mioclomias, ou seja, um agravamento das fisgadas, tornando ainda mais desconfortável a sensação e até provocando dor na região ocular.
        Já as contrações dolorosas são decorrentes de algum esforço em excesso que o músculo sofreu, como carregar peso em excesso diariamente. Bolsas ou mochilas pesadas, por exemplo, podem provocar uma contratura permanente do músculo dos ombros, devido à sobrecarga. Ou até quem abusa na hora de fazer exercícios físicos pode sentir contrações musculares. O neurocirurgião Luíz Cláudio Modesto Pereira recomenda a procura de um especialista quando o espasmo permanecer por muito tempo. Segundo ele, é necessário verificar a sua origem da contração, que pode ser no nervo, no músculo ou possuir origem psicológica.

Como evitar os espasmos

        A maior parte dos espasmos pode ser evitada. Um grande aliado para combater o problema é a prática de atividades físicas regularmente. De acordo com o neurocirurgião, os músculos precisam de uma boa oxigenação para que os espasmos não apareçam.

Fonte: Minha Vida(site)

Se andar é considerado tão saudável para dor lombar, por que tantas pessoas sentem dor quando andam?

Gostaria de diferenciar entre a marcha efetiva e a marcha eficiente. A efetiva significa que o indivíduo é bem sucedido em mover-se daqui para lá. A postura pode ser horrível, a pessoa pode estar cheia de dor, e ainda ter uma marcha efetiva.

A marcha eficiente, porém, é muito difícil. Ela otimiza o sistema músculo-esquelético e o sistema de fascias para minimizar o gasto energético, minimizar as forças destrutivas através do corpo e aumentar a resistência e a força ao longo do tempo.


Então, como se determina se a marcha é eficiente? Tenho muitos pacientes que sofrem de patologias que os levam de volta à marcha ineficiente, limitando sua capacidade de exercício, e os benefícios que acompanham o exercício, como controle de peso, benefícios cardiovasculares e psicoemocionais. Estas patologias, se não tratadas, podem levar a posturas de marcha prejudiciais, consistindo de isquiotibiais e flexores do quadril encurtados, ombros arredondados e anteriorização da cabeça, tudo levando ao aumento da ineficiência da marcha e os efeitos colaterais indesejados de não ser capaz de andar bem.


Eu tive um paciente que foi diagnosticado com uma redução substancial de forame em suas vértebras lombares (esta é a abertura onde a raiz do nervo passa, fornecendo estímulo sensorial e motor, às extremidades inferiores). Sua dor só ocorria quando ele ficava de pé por qualquer período de tempo ou andava qualquer distância, um diagnóstico clássico de ESTENOSE. Ao observarmos sua postura em pé e andar, percebemos que ele inclinava para trás, aumentando a força aplicada no segmento estenótico na lombar, colocando pressão sobre a raiz nervosa que alimenta as pernas. Quando lhe pedi para corrigir sua postura, ele observou que sua dor desapareceu completamente. Através do alongamento axial da coluna lombar e deslocando seu peso para frente, ele foi capaz de diminuir a força destrutiva nas costas e na raiz nervosa e ele conseguiu voltar a andar e ficar em pé sem sentir dor. CIRURGIA NÃO!


Então, como você anda? Aqui estão alguns pontos para que você possa avaliar sua própria marcha.


1. Em pé você tem mais peso sobre a frente do pé ou o calcanhar?

2. Quais os músculos que fazem a maioria do trabalho em pé, quadríceps, isquiotibiais ou nenhum destes?
3. Suas pernas são juntas ou separadas (como John Wayne)?
4. Será que seus braços se movem quando você anda ou simplesmente ficam ao lado do corpo?
5. O seu quadril balança de lado a lado, um pouco, muito ou nada?

(Respostas corretas:... 1 frente do pé, 2 nenhum destes, 3 juntos, 4 braços devem mover-se, 5 quadris devem oscilar um lado para outro como um 8...)


Bem, mesmo na marcha normal e saudável como mencionado anteriormente, há uma grande variação. A postura desempenha um papel muito importante na marcha eficiente. Se você pensar no corpo como uma pilha de ossos equilibrando no espaço e um fio de prumo descendentes de seus ouvidos para o chão.


Posições da coluna


Observe a posição da cabeça em relação com os ombros e a caixa torácica. Estão empilhadas verticalmente? A caixa torácica deve estar diretamente alinhada com a pelve. O fio de prumo atravessa agora o terço anterior do joelho e o espaço imediatamente anterior ao tornozelo. Isso significa que você deve estar sentindo cerca de 60% do peso na frente dos pés e 40% nos calcanhares dos pés.


Sugestão de exercícios para melhorar a sua postura estática e na marcha:


1. Finja que sua cabeça está suspensa por um elástico do teto.

2. Eleve os calcanhares e apoie nos metatarsos encontrando o seu equilíbrio.3. Lentamente abaixe os calcanhares até quase tocarem o chão.
4. Observe a inclinação anterior e o aumento da tensão dos músculos abdominais, isso é uma coisa boa!
5. Certifique-se de que você não está compensando, empurrando os quadris para frente.
6. Incline-se lentamente para trás até os músculos da coxa relaxarem.
7. Agora, imagine o vento está soprando de trás e permita que o primeiro passo à frente aconteça na desaceleração do vento em suas costas e continue.
8. Mais um pensamento que pode ajudar é fingir que um elástico ainda lhe levanta suavemente, enquanto você anda.

Você pode notar que vai se sentir mais leve e que tem mais amortecimento no seu passo. Você também vai notar uma diminuição no estresse das articulações e músculos. Andar pode se tornar agradável e eficiente de novo ao trabalhar no seu alinhamento. Devolva o amortecedor ao seu passo e tire a dor das suas costas.


Tenha de volta o controle de sua vida com o Dr. Brent Anderson.

Brent D. Anderson, PhD PT, OCS

A cantora Adele inicia aulas de Pilates!

A cantora Adele já deixou bem claro que não tem vergonha de seu corpo. Mesmo aparecendo mais magra após uma cirurgia na garganta, ela continua saindo em defesa das gordinhas.


No entanto, preocupada com a saúde, a intérprete de "Someone Like You" pretende perder mais peso. Depois de parar de fumar por causa da cirurgia, Adele começou a ter aulas de pilates, além de se exercitar com um personal trainer duas vezes por semana dentro de sua própria casa.


"Adele encontrou muito mais energia depois que parou de fumar. Agora ela quer realmente ficar saudável. Ela sempre teve curiosidade em fazer pilates, mas não tinha tempo", contou uma fonte ao jornal "The Sun".

Fonte: IG

Atividades físicas trazem benefícios também ao cérebro

Que a prática de esportes faz bem para o corpo, tonifica os músculos e melhora a capacidade respiratória, todo mundo já sabe. Mas os cientistas descobriram que, muito além dos benefícios para o corpo, os exercícios são ótimos para a saúde do cérebro. Fazer artes marciais, dança, natação, e outros esportes favorece o bombeamento de sangue, o que indica mais oxigênio pelo corpo, inclusive para as células da massa cinzenta. Isso significa que quem faz exercícios físicos regularmente tem risco menor de sofrer AVCs (acidentes vasculares cerebrais).

Os exercícios aeróbicos também estimulam a criação de novos neurônios, o que era impensável até o fim dos anos 90, quando se acreditava que nascíamos com uma quantidade certa de neurônios (cerca de 86 milhões) e que esse número só diminuiria com os anos.

"Além de possibilitar o ganho de novos neurônios, o exercício aumenta a capacidade de interação e comunicação entre eles, que é o que chamamos de sinapse", afirma Li Li Min, professor do Departamento de Neurologia da Unicamp. Isso quer dizer que os exercícios físicos não só aumentam a quantidade de jogadores em campo no cérebro (que seriam os novos neurônios) como também melhoram a qualidade do passe entre eles (sinapse).

Os pesquisadores coordenados por Min analisaram imagens cerebrais de oito lutadores de judô, oito corredores de maratonas de longa distância e 20 sedentários. E perceberam um aumento na massa cinzenta daqueles que praticavam esportes.

"A pesquisa serviu para mostrar a capacidade adaptativa do cérebro aos exercícios. Se a prática de esportes pode influir inclusive na plasticidade da massa cinzenta, fazendo com que áreas do cérebro se desenvolvam mais, isso indica que os benefícios das atividades físicas são mesmo inegáveis à mente", diz Min.

Assim como a questão dos neurônios, o aumento da massa do cérebro era outro tabu: acreditava-se que ela só podia ser desenvolvida por algumas doenças que fariam o órgão se tornar maior em alguma parte. O estudo do professor Min mostrou que, como qualquer músculo do corpo, o cérebro também pode "ganhar massa", dependendo da região à qual aquela prática esportiva está associada.

Fonte: site MdeMulher Saúde
Pilates e Gravidez

          Muitas mulheres querem continuar a praticar exercícios durante a gravidez, mas ficam preocupadas e com medo se o esforço físico pode causar danos aos seus bebês durante a gestação.

Pilates é uma atividade física de baixo impacto e, como tal, é considerada uma das melhores formas de exercício para uma mulher grávida.

         O método Pilates mantem e melhora a condição da musculatura do assoalho pélvico e abdominal sendo assim, uma forma segura de exercícios durante a gestação além de os exercícios serem desenvolvidos de forma a trabalhar o corpo de forma global.

        Os exercícios podem ser adaptados em cada estágio da gravidez para permitir uma atividade suave ou mais focada.


Retomando Pilates após o Parto

         As mulheres geralmente podem voltar ao Pilates 4-6 semanas após o parto normal, ou oito a doze semanas após uma cesariana. O seu médico irá aconselhá-lo sobre quando seu corpo está pronto.

        Pilates pode ajudar o seu corpo recuperar sua forma física, tônus muscular, alongamento e flexibilidade que podem ter sido alterados durante sua gravidez.

         Exercícios podem ser adaptados às necessidades individuais, por isso se você teve um parto normal ou cesariana, um treino seguro podem ser desenvolvido para grupos musculares específicos.

Alongamento combate dor nas costas durante o frio


Exercícios ajudam a evitar sintomas de doenças degenerativas


Quem sofre de algum problema nas costas deve ficar mais atento no frio e tomar alguns cuidados especiais. Isso porque as dores tendem a ser mais frequentes nesta época do ano, devido a uma série de fatores.
"O problema está na falta de atividade física", aponta Sérgio de Souza Pinto, professor de fisioterapia da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo). A baixa temperatura faz com que muitas pessoas evitem exercícios, o que pode agravar o efeito de processos degenerativos como bico de papagaio, hérnia de disco e artrose.

Roseli Cordeiro Morais, diretora do curso de fisioterapia da UnG (Universidade de Guarulhos), cita os problemas de postura. "A pessoa tende a ficar mais encolhida no frio, com os músculos retraídos", afirma.
A musculatura se contrai e passa mais tempo parada por efeito do frio, de acordo com a fisioterapeuta. "O frio gera constrição dos vasos sanguíneos, reduzindo a irrigação muscular. Resultado: o músculo leva mais tempo para exercer suas funções."

A circulação também pode privilegiar órgãos mais importantes do organismo, como pulmões e coração, prejudicando a irrigação muscular. Isso acontece, explica Roseli, em condições extremas. Mas também pode ocorrer, com menos intensidade, durante o frio.
Outro fator fisiológico está no líquido encontrado nas articulações do corpo, o líquido sinovial. "Ele fica mais espesso com o frio e pode limitar os movimentos", afirma a fisioterapeuta.
No inverno, a umidade relativa do ar costuma ser mais alta e isso pode afetar os tecidos moles, tendões e ligamentos. "É por isso que as pessoas com cicatrizes costumam dizer que ela está doendo", comenta.

Motivos para se cuidar no frio não faltam. As dicas são simples: mantenha-se aquecido e não deixe de fazer alguma atividade física. Mas se você não pode ir à academia, existem alternativas de alongamento que podem ser feitas em casa. E elas ajudam bastante.

O ideal é fazer os alongamentos diariamente, mas eles também podem ser realizados a cada dois dias. Nas imagens, uma estudante da Unicid mostra os principais movimentos para evitar dor nas costas.

Fonte: IG Saúde
Texto: Bruno Folli

Como exercícios de Pilates podem ajudar a aliviar a dor ciática


Primeiramente precisamos entender o que é a dor ciática: qualquer obstrução, restrição ou irritação que é aplicada ao nervo ciático.

O nervo ciático
O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano em diâmetro e comprimento. Representa o ramo terminal do plexo sacral (L4, L5, S1, S2 e S3). Sai da pelve através do forâmen isquiático maior, passando por baixo do músculo piriforme, desce entre o trocânter maior do fêmur e a tuberosidade isquiática, e ao longo do dorso da coxa, anterior aos músculos bíceps femoral e semitendinoso, até o terço inferior da coxa, passa pela parte posterior da perna abaixo do joelho e se divide, indo dentro e fora da panturrilha e na parte superior e inferior do pé, formando dois grandes ramos denominados nervos tibial e fibular comum.

Causas da dor ciática
Tudo o que coloca pressão sobre o nervo ciático ou raiz pode criar a irritação nos referimos como ciática. Isso pode acontecer a partir de um disco vertebral exercendo pressão sobre a raiz nervosa e que se alimentam no nervo ciático criando dor. Ou você poderia ter algum problema na incisura ciática - um acidente ou cair sobre uas nádegas, que causou um trauma para o nervo que passa através do entalhe ciático. A lesão pode causar inchaço e dor ciática. A pressão sobre o nervo ciático do músculo piriforme hiperativo é também um motivo comum para a irritação do ciático.
            Outra causa comum de dor ciática é a tensão neural (NT). NT é causada pela restrição à bainha que envolve o nervo. O nervo deve deslizar suavemente através da bainha como um cabo de freio da bicicleta deslizando através do seu invólucro. Mas às vezes o nervo não desliza bem pela bainha e isso pode causar restrição.
            Um exemplo de movimento apresentando tensão neural pode ser visto em uma aula de ginástica quando um aluno parece ter limitações apertadas. Então, depois de sua sessão de Pilates têm uma elevação da perna reta muito agradável. Neste caso, os músculos não estavam fisiologicamente encurtados - eles realmente estavam tentando proteger os nervos. Uma vez que o nervo foi mobilizado, a tensão diminuiu, e  a boa qualidade de movimento foi restaurada.

Proteção do nervo ciático em Exercício
A dor ciática é uma lesão do nervo. Com uma lesão no ciático você precisa ser cuidadoso para não irritar o nervo mais do que já está. Considere que o sistema nervoso é contínuo por todo o corpo desde o alto da cabeça aos pés e pontas dos dedos. Qualquer lugar que se mover no corpo, estamos na essência de mover o sistema nervoso. Então o que queremos é movimento suave, sem excesso de alongamento do nervo.
        Se a dor ciática é proveniente de uma hérnia de disco, então temos que tomar todas as precauções com relação ao disco.  Neste caso os exercícios não irão incluir flexão desnecessária e, por vezes extensão. Evitar o uso excessivo das nádegas e o músculo piriforme. Evitar colocar o nervo em estiramento. Evitar a flexão demais, flexão anterior na coluna lombar, que pode irritar o nervo, se há uma lesão do disco. Novamente, o trabalho de uma coluna neutra. Você pode fazer um monte de Pilates e ainda assim retirar estressores no nervo ciático quando usado exercícios corretos.

    Quando qualquer tipo de dor está presente, é especialmente importante trabalhar com um instrutor qualificado.
Não há limite para os exercícios. Ele é baseado em se sentir bem. Se você sente dor ciática precisa realizar exercícios do corpo inteiro, porém estes exercícios devem apresentar modificações para que você possa executar o movimento com sucesso e dessa forma, tendo alivio da dor.
No Pilates, o professor irá modificar o exercício e fazer as correções para proporcionar uma experiência bem sucedida de movimento sem dor. 
É importante também que o aluno entenda que é sua responsabilidade avisar quando sentir um incômodo, e responsabilidade do instrutor alterar o exercício para que ele tenha uma experiência de movimento bem sucedido. Essa fórmula tem sido o melhor para lidar com aqueles que sofrem de dor nas costas ou para dor ciática, qualquer tipo de patologia ou lesão.
O método Pilates apresenta uma variedade de exercícios para aumentar a consciência do centro, aumentar a mobilidade do quadril e tornar os movimentos eficientes, minimizando o recrutamento de algumas musculaturas do corpo o que auxilia no tratamento da dor ciática. 

Pilates, uma experiência bem sucedida de movimento, sem dor!

Este material é baseado em uma entrevista de Brant Anderson, feita por Ogle Marguerite, Guia About.com
Dr. Anderson é um fisioterapeuta, Especialista em Ortopedia e fundador da Polestar Pilates, um dos líderes em Pilates e na formação de instrutores na área da reabilitação. No Brasil, a Polestar Pilates é parceira da Physiopilates. Ouvir
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Novo ideal masculino exige barriga 'tanquinho', mas proíbe excesso de músculos!

Alvos de olhares femininos como Cauã Reymond, Rodrigo Santoro e Cristiano Ronaldo estão na mira dos machos. É que eles têm o "corpo do momento".


Fonte: Folha.com / Equilibrio e Saúde, por RAFAEL BALSEMÃO


Agora, o bom é ser sarado, porém, sem exageros. Às vésperas do verão, e em meio à louca busca da "forma ideal", homens passam a habitar um território que já foi quase exclusivo do mulherio.
Eles têm frequentado aulas que antes só faziam a cabeça delas, como pilates e ginástica localizada. Ganha força o treino funcional. São tempos de menos halteres, mais bolas e elásticos.
"Essa nova tendência dá força e trabalha com o conceito do bem-estar. É um corpo masculino mais saudável", afirma o médico Cláudio Silva, ex-presidente da Acad (Associação Brasileira de Academias).
"Não se pensa só no músculo, mas também no coração e nas articulações. Há preocupação com redução do percentual de gordura, o que se traduz em um corpo definido, não tão volumoso."


NADA DE GIGANTE
Está mesmo em baixa, no mundinho das academias, o "shape" megamusculoso, conquistado à base de malhação pesada, suplementos e, em alguns casos, anabolizantes (hormônios sintéticos que ajudam os músculos a crescer mais rápido). Até "pit-boys" ( como ficaram conhecidos os lutadores de jiu-jítsu) estão buscando um físico mais esguio.
Hoje, quando um homem chega na academia, raramente pede séries de hipertrofia (para crescimento excessivo da massa muscular), segundo Saturno de Souza, diretor técnico da rede de academias Bio Ritmo.
Souza prevê o fim do troglodita na sala de musculação. "Ficar gigante já está ultrapassado. Os homens buscam o perfil que está na passarela da moda, um visual mais andrógino."
A verdade é que nunca se cogitou homem marombado no mundo da moda, afirma Anderson Baumgartner, diretor da agência Way Model. "O músculo não pode marcar a roupa." Quando um jovem em começo de carreira lhe pede um conselho, Baumgartner o incentiva a malhar. Entretanto, deixa bem claro: é para ficar magro.


EXERCÍCIO 'DE MULHER'
Esse corpo masculino da vez foi o destaque da edição de novembro da "Details", revista norte-americana queridinha entre gays e metrossexuais. A revista destaca que muitos homens estão "aprendendo a apreciar os exercícios de alongamento e tonificação que as mulheres vêm utilizando há anos para esculpir seus corpos".
Nessa pegada, o empresário Agnaldo Vecchi, 45, radicalizou. Há seis meses, abriu mão do levantamento de pesos e passou a manter a forma apenas com ioga e pilates --algo inconcebível para adeptos dos urros na hora de suportar aquela supercarga no supino.
"Estou muito satisfeito. Hoje tenho um abdômen mais rígido do que quando fazia musculação", diz.
Para obter o físico dos modelos de publicidade de cuecas, o pilates é a bola da vez.
Tomas Truzzi, 27, que trabalha no mercado financeiro, praticava musculação. Ficou muito repetitivo. Há três anos, inseriu pilates em sua programação de atividades físicas na Cia Athletica.
"Precisava mudar o estímulo e vi que o pilates era uma forma de manter uma boa postura. Mas a maior contribuição é o conhecimento do corpo", diz ele, que também ganhou flexibilidade. "Você consegue isolar o músculo melhor, o que ajuda a não 'roubar' na hora de levantar peso."


FORÇA E RESISTÊNCIA
O instrutor norte-americano Tim Fleisher, da rede Pilates StudioFit, é especialista em público masculino. Ele sabe que, para não perder seus alunos, precisa se aproximar deles de uma forma diferente. Os exercícios devem focar mais os membros superiores e têm que desafiar a força e resistência muscular.
"O pilates pode até mesmo ajudar os caras grandes, porque mexe com músculos menores, que geralmente não são trabalhados durante a malhação", explica Fleisher.
Porém, é necessário sensibilidade para manter grandalhões no estúdio. Algumas palavras são proibidas, diz o o instrutor. "Assoalho pélvico", por exemplo, é termo tabu para eles. O exercício de flexão lateral de coluna chamado "sereia" ganha o nome de "escavadeira", na versão testosterona do pilates.


BARRIGA DE GESTANTE
"O pilates presta atenção a detalhes e evita 'abdômen de grávida'", alardeia Fleisher, referindo-se a homens que ficam com a barriga projetada por excesso de músculos.
Na prática, o foco principal são os músculos laterais do abdômen, responsáveis por garantir o tanquinho dos sonhos: seis "gomos" bem definidos e barriga chapada.
Aos poucos, os homens deixam o preconceito de lado e encaram aulas femininas.
Por exemplo o economista Mário Gardano, 55, que trocou musculação por ginástica localizada, e comemora os resultados, apesar das piadas de colegas. "A aula é muito mais dinâmica. Estou muito mais definido do que quando fazia musculação."
Já o caminho do funcionário público Rafael Cavalcante, 27, foi inverso. Da ginástica foi parar na musculação. Começou na academia há três anos com o foco em exercício aeróbico para emagrecer --perdeu 15 quilos.
Rafael pegou gosto e hoje faz, entre outras coisas, "jump", aula em que o praticante salta em cama elástica. "No início, era desengonçado. Agora, sigo a coreografia. Sou quase um expert."
Ele faz musculação, mas rechaça o visual marombeiro, mesmo malhando cinco vezes por semana. "Não quero andar de asa aberta, perder a elegância", diz, referindo-se aos musculosos que caminham de braços abertos por causa do tórax inchado. E segue a luta infinita pelo corpo da vez.
Fonte: Site Folha.com / Equilíbrio e Saúde

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O espaço Danieli Moraes Pilates foi criado pensando na saúde e bem estar do praticante.
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Profissional especializado
As aulas são ministradas pela fisioterapeuta Danieli Moraes que possui certificação internacional em Pilates pela Polestar Pilates Education.
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                                 Telefone 3221 7825


MÉTODO PILATES

O Método Pilates é um sistema de exercícios físicos que promove equilíbrio entre corpo e mente. Esse método, desenvolvido por Joseph Hubertus Pilates, proporciona bem-estar, saúde e uma melhor qualidade de vida.


O Método Pilates tem como objetivo fortalecer os músculos e articulações e melhorar a flexibilidade do corpo. Para atingir os benefícios e ter uma melhor eficácia na série de atividades, essa técnica utiliza seis princípios:

CONCENTRAÇÃO
RESPIRAÇÃO
ALINHAMENTO
CONTROLE DE CENTRO
EFICIÊNCIA
FLUÊNCIA DE MOVIMENTO